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TEATRO

Homens, santos e deser­tores

14 a 22.11.08

Dirigida por Fernanda D’Umbra, Homens, Santos e Desertores narra o encontro dramático de um garoto, que não consegue se sentir à vontade em nenhum lugar, com um homem que vive recluso e cercado de livros. O texto é de Mário Bortolotto, que também está em cena ao lado de Gabriel Pinheiro. O encontro desses dois personagens à deriva traça uma discussão sobre a figura do outsider, do sujeito que não se enquadra. Em um mundo onde todos querem ser aceitos, há pessoas que preferem não entrar na corrida dos ratos.


O espetáculo trata do rito de passagem da adolescência para a vida adulta. O garoto, outsider por excelência, tem um pai que é um típico desertor, um cara que também ficou a margem e preferiu optar pela indiferença, mantendo-se alheio e à distância: um motociclista que está no México, longe da família. A mãe, abandonada e carente, não hesita em se fazer acompanhar todas as noites por homens diferentes. O protagonista, solitário, não tem amigos nem namorada e se refugia na leitura. Um dia encontra um homem mais velho, também outsider, que vive recluso e prefere a companhia de livros. O garoto se identifica com o homem e passa a freqüentar a sua casa. Esses dois personagens, angustiados e deslocados, são incapazes de se situar em um mundo que parece não ter sido feito para pessoas como eles. 

Impedidos de inventar um novo mundo, eles parecem fadados ao último estágio da existência, ou seja, a santidade.


Texto: Mário Bortolotto

Direção: Fernanda D’Umbra

Elenco: Gabriel Pinheiro e Mário Bortolotto

Cenário: Cemitério de Automóveis

Figurino: Ofélia M. Lott

Iluminação: Fernanda D’Umbra e Mário Bortolotto

Ingressos: 20,00

Duração: 90 min

Ind. idade: 16 anos

Gênero: Drama