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DANÇA

BOTE

BOTE

04, 05, 06, 10,11 e 12.11.17, sex 21h, sáb 20h, dom 19h

SOBRE O ESPETÁCULO:

É raro hoje em dia tempo para experimentar no espaço do teatro sem que seja num ensaio técnico ou já no dia da apresentação. A ideia desta residência é possibilitar a experiência de continuidade no teatro, para usufruir de suas especificidades e explorar possibilidades cênicas e técnicas afim de que os trabalhos se desdobrem naquilo que podem vir a ser. Ao longo das 3 semanas, as artistas ocupam o teatro em dias e horários definidos. As apresentações são pensadas com pelo menos dois trabalhos por noite, que construam entre si relações específicas, ou seja, produzindo uma experiência de diálogo e não uma mostra. As artistas friccionarão seus trabalhos com o intuito de trocar percepções, fun- ções, referências, assim como articular a forma precisa dos compartilhamentos, que potencialize o encontro entre cada trabalho: um trabalho depois o outro, um trabalho simultâneo ao outro, ou interseccionado (passando de um para o outro), por exemplo.

 

montar um coro de baleias, peixes, pedras, paisagem oceânica da voz ancestral das nossas vozes. simples e delicado silêncio BEATRIZ

(zeroum) é o primeiro item de uma lista de coisas a fazer que eu tenho. essa lista tem muitos itens e eu não sigo uma ordem, eu vou fazendo eles do jeito que eu consigo. Alguns são mais difíceis e uns bem fáceis de fazer, o 01. é desaparecer. Eu venho estudando como fazer isso e o trabalho vem se configurando como um solo. BÁRBARA E.

sumo JÚLIA

experimentar a dança indiana nos seus aspectos rítmicos e melódicos dentre mundos que o bharatanatyam abre, concentrar: corpo sonoro tentativas em torno de uma coreografia sinos nos tornozelos ritmo na boca marcação na pele som e movimento cortam o espaço afiados ouvidos abertos BÁRBARA M.

o Besta sou eu, junto com uma lona branca, um galho, um tecido de pelúcia, um lugar, as pessoas nesse lugar. JOANA

the sun had not yet risen. the sea was indistinguishable from the sky. a partir de alguns fragmentos do livro the waves ( virginia woolf ) investigar o que pode a leitura em voz alta. silêncio & texto. paisagem de superfície. MARION

escrever a dança: [pensando em não escrever sobre a dança, mas sim a partir da dança]. ir fundo nessa ideia, na forma e no conteúdo [forma e conteúdo indistintos: seria essa a natureza da dança?]

ASSIM: experimentar a escrita e sua exposição ao longo do tempo e do espaço da residência. escrever a partir e para os acontecimentos de BOTE. botar a mão nas palavras, jogar um bote salva vidas no fluxo de um rio: os acontecimentos, podem eles durar um tanto mais com a permanência da palavra? “a poesia é o presente” (F. Gullar) a escrita pode ser, ela mesma, um gesto performático? pesquisar na linguagem um modo generoso de escrever a partir de um acontecimento. guia: a escrita não quer ser hierarquicamente superior ao acontecimento, quer seguir, prolongar o acontecido, continuar promovendo experiência de corpo. ISABEL

 

ARTISTAS:

Bárbara Elias estudou teatro físico na École Internationale de Théatre Jacques Lecoq, é bailarina e professora de Ioga. Estuda Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e pesquisa procedimentos que façam desaparecer.

Bárbara Malavoglia é dançarina, se interessa pelo encontro com a música. Formada em dança na Unicamp, pratica a dança clássica indiana bharatanatyam desde 2004, aluna de Estelamare dos Santos (1968-2014). Estudou dança moderna no José Limón Institute, em NYC. Faz parte do Cerco Coreográfico desde 2013 e do Terreyro Coreográfico desde 2015. É também compositora amadora.

Beatriz Sano é dançarina e se interessa na experimentação com a voz. Formada em Dança pela Unicamp. Integra a KZ& Cia desde 2010, vem colaborando no processo artístico de Eduardo Fukushima, e atualmente esta com um novo solo Estudo de Ficção. Em 2016 foi ao Japão estudar seitai-ho que pratica no Brasil com Toshi Tanaka.

Isabel R. Monteiro é dançarina e interessada na escrita. Formada em dança pela Unicamp e em letras pela FFLCH-USP, foi intérprete criadora da peça Deslocamentos dirigida por Marta Soares entre 2014 e 2016. Integrou o elenco da Companhia Perdida, dirigida por Juliana Moraes, de 2008 a 2013. Atualmente faz parte da Balangandança Companhia, grupo que pesquisa e cria dança para crianças, dirigido por Georgia Lengos. Em 2017 lançará ramos, seu primeiro livro de poesia, pela É- selo de língua.

Joana Ferraz foi artista residente da plataforma Exercícios Compartilhados 2011 e 2015, do projeto Lugarização 2015 e do Project 189, em Banguecoque. Contemplada com o Prêmio Funarte de Dança – Klauss Vianna, circulou com o site-specific Plongeé e organizou uma publicação sobre dança e site-specific. Criou as danças Besta (2015) e Primeiro era Depois (2007), entre outras. Teve trabalhos apresentados em programações como a Mostra VERBO, Semanas de Dança – CCSP e Virada Cultural.

Júlia Rocha dançou com a key zetta e cia, foi residente do Lote#1 e #2 , ganhou a bolsa de estudos Danceweb pelo Impultanz Vienna Dance Festival, fez “Kiss”, de Tino Sehgal e fez Baile, de Pope L. para a 32 Bienal de São Paulo. Atualmente, colabora com as pesquisas de Eduardo Fukushima, Beatriz Sano, Cristian Duarte, Cerco coreográfico e com processos de criação que se desenvolvem em diferentes campos. Inventou a editora É selo de língua, em 2014. sumo (2014), leio ouço falo (2013), tentativa de salvar o mundo (2008), são alguns do seus solos. Já publicou post poems (2014), poema cair (2014), entre outros livros e impressos.
Formou-se em dança e performance em Comunicação da artes do corpo na Puc-sp.

Marion Hesser é filósofa e coreógrafa. Em parceria, criou as estruturas coreográficas Humus (2015) e Uma baleia encalhada na praia (2016). Integra a plataforma de criação em arte Cerco Coreográfico.